O PENTATEUCO - OS CINCO LIVROS DE
Moisés:



Com o termo Pentateuco designa-se o conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Em sua forma atual, o Pentateuco apresenta-se como um andaime, formado por narrações históricas e leis.

Os judeus chamam o Pentateuco de Torá, um termo hebraico que normalmente é traduzido por "lei", mas significa bem mais, pode também ser traduzido por "ensinamento" ou "instrução".

GÊNESIS
Gênesis pode ser descrito com exatidão como o livro dos inícios. Pode ser dividido em duas porções principais. A primeira parte diz respeito à história da humanidade primitiva (caps.1-11). A segunda parte trata da história do povo específico que Deus escolheu como Seu, próprio, para si (caps.12-50). O autor apresenta o material de forma extremamente simples. Oferece dez "histórias que podem ser prontamente percebidas segundo o esboço do livro. Algumas dessas histórias são breves e muito condensadas, mas, não obstante, ajudam a completar o conteúdo. É bem possível que o autor do livro tenha empregado fontes informativas, orais e escritas, pois seus relatos remontam à história mais primitiva da raça humana. Embora muito se tenha escrito sobre o assunto das possíveis fontes literárias do livro de Gênesis, há muitas objeções válidas que nos impedem de aceitar os resultados da análise destas"fontes". O livro de Gênesis salienta, por todas as suas páginas, a desmerecida graça de Deus. Por ocasião da criação do mundo, a graça se exibe na maravilhosa provisão preparada por Deus para as Suas Criaturas. Na criação do homem, a graça de Deus se manifesta no fato que ao homem foi concedida até mesmo a semelhança com Deus. A Graça de Deus se evidencia até mesmo no dilúvio.
Abraão foi escolhido, não por merecimento, mas antes, devido ao fato de Deus ser cheio de graça. Em todos os seus contatos com os patriarcas Deus exibe grande misericórdia: sempre recebem muito mais favor do que qualquer deles poderia ter merecido. Há uma outra importante característica do livro de Gênesis que não se pode esquecer, a saber, o modo eminentemente satisfatório pelo qual responde nossas perguntas sobre as origens. O homem sempre haverá de querer saber como o mundo veio à existência. Além disso, sente bem dolorosamente o fato de que alguma grande desordem caiu sobre o mundo, e gostaria de saber qual a sua natureza; em suma, preocupa-se em saber como o pecado e todas as suas tremendas consequências sobrevieram. E, finalmente, o homem precisa saber se existe alguma esperança básica e certa de redenção para este mundo e seus habitantes de que consiste essa esperança, e como veio a ser posse do homem.


ÊXODO
Assim como Gênesis é o livro dos começos, Êxodo é o livro da redenção.O livramento dos israelitas oprimidos do Egito é tipo de toda a redenção (I Coríntios 10:11). A severidade da escravidão no Egito (tipo do mundo) e Faraó (um tipo de Satanás), exigiam por assim dizer, a preparação do libertador Moisés (2:1-4:31), um tipo de Cristo. A luta com o opressor (5:1-11:10) culmina com a partida
(grego, êxodo ou saída) dos hebreus do Egito. São remidos pelo sangue do cordeiro pascoal (12:1-28) e pelo poder de Deus manifestado na travessia do mar Vermelho (13:1-14:31). A experiência da redenção, festejada mediante o cântico triunfal dos redimidos (15:1-21), é seguida pela prova que
têm de enfrentar no deserto (15:22-18:27). No monte Sinai a nação redimida aceita a lei (19:1-31:18). O não depender da graça conduz a infração e à condenação (32:1-34:35). Contudo, triunfa a graça de Deus ao ser dado ao povo o tabernáculo, o sacerdócio e os sacrifícios, mediante os quais o povo
redimido podia adorar o Redentor e ter comunhão com Ele (36:1-40:38).


LEVÍTICO
Conforme diz o nome, Levítico, o terceiro livro de Moisés ressalta a função dos sacerdotes de Israel, membros da tribo de Levi aos quais Deus escolheu para prestar serviços em seu santuário (Deuteronômio 10:8). Muitos crentes pensam que o Levítico é uma espécie de manual técnico que
orientava os antigos sacerdotes nos pormenores das cerimônias que o povo de Deus já deixou de observar, e por isso mesmo, o Levítico é hoje o menos prezado dos livros do Pentateuco. Contudo, devemos afirmar que sua mensagem estava dirigida originariamente a todos os crentes (Levítico 1:2), e suas verdades continuam sendo de principal significado para o povo de Deus, visto que o Levítico constitui a primeira revelação pormenorizada do tema vivo do Grande Livro em geral, isto é, a revelação da forma mediante a qual Deus restaura o homem perdido. Tanto a atividade redentora de Deus como a conduta do homem que se apropria de tal redenção se acham resumidas no versículo-chave, que diz: "Ser-me-eis santos, porque Eu, o Senhor, Sou Santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus "(20:26). A fim de realizar a salvação e restaurar o homem ao seio de seu Criador, é preciso prover um meio de acesso a Deus. A primeira metade de Levítico (capítulos 1 a 16) apresenta-nos, assim, uma série de medidas de caráter religioso que representam a forma mediante a qual Deus redime os perdidos, separando-os de seus pecados e suas consequências. Os diversos
sacrifícios (capítulos 1 a 7) eram figuras, por assim dizer, da morte de Cristo no Calvário, onde aquele que não tinha pecados sofria a ira de Deus em nosso lugar, para que pudéssemos
ser salvos de nossa culpa (II Coríntios 5:21; Marcos 10:45). Os sacerdotes levíticos (capítulos 8 a 10), prefiguravam o serviço fiel de Cristo ao efetuar a reconciliação pelos pecados do povo (Hebreus 2:17). As leis da limpeza e purificação (capítulos 11-15) deviam constituir-se em lembranças perpétuas do arrependimento e da separação da impureza, que deve caracterizar os redimidos (Lucas 13:5), enquanto o dia culminante do culto de expiação (capítulo 16) proclamava o perdão de Deus para os que se humilhassem mediante uma entrega fiel a Cristo, o qual proporcionaria acesso ao próprio céu (Hebreus 9:24). Mas a salvação não é apenas separação do mal: abrange uma união positiva ao que é bom e justo. De modo que a segunda metade do Levítico (capítulos 17-27) apresenta uma série de padrões práticos do que o homem deve aceitar a fim de viver uma vida santa. Esta conduta prática inclui expressões de devoção em assuntos cerimoniais (capítulo 17), na adoração (capítulos 23 a 25), mas giram em torno de assuntos de conduta diária do amor sincero a Deus.
Em sua forma, Levítico existe principalmente como legislação expressa por Deus: " Chamou o Senhor a Moisés e... disse: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes... "(1:1-2). As duas narrativas históricas (capítulos 8 a 10 e 24:10-22) servem-nos de pano de fundo para assuntos de caráter legislativo: e a única variante em sua forma, do sermão final de exortação de Moisés (capítulo 26), é
seguido de um apêndice de leis que regulam matérias que em si mesmas não são obrigatórias (capítulo 27).

NÚMEROS
O livro de Números deriva seu nome em nossas Bíblias em português, como nas versões latina e grego, dos dois censos nele narrados. Em realidade, o livro forma uma divisão de um conjunto maior, o Pentateuco. Entre os escribas judeus ele era conhecido principalmente pelo nome de "no deserto", que em hebraico é uma só palavra, " bemidbar", título tomado do primeiro versículo. É um título apropriado, de vez que o tema do livro gira em torno das vicissitudes e vitórias do povo de Israel desde o dia em que deixou a zona sul do Sinai até chegar às fronteiras da Terra Prometida. O livro de Números parece, às vezes, constituir uma coleção não muito estruturada de informações, narrativas
e rituais ou lei civil. Contudo, estas informações são sempre pertinentes à história, ao passo que os
pronunciamentos legais surgem, com frequência, das exigências da situação na vida, tal como a autorização para celebrar uma páscoa especial (9:1-14) em circunstâncias que impediam a observância da páscoa regular; ou o pedido das filhas de Zelofeade (27:1-11) cujo resultado foi que Deus estabeleceu medidas para a herança das filhas quando não houver filho sobrevivente.
No aspecto histórico, o livro de Números começa onde termina o Êxodo, dando lugar necessariamente às seções de narrativas dispersas de Levítico. Abrange um período de aproximadamente 40 anos na história da caminhada de Israel para a Palestina. Conquanto estes anos descrevam, em geral, a peregrinação, é evidente que o povo residiu ao sul de Canaã, principalmente
na zona conhecida como o Neguebe, não muito distante de Cades-Barnéia, durante 37 anos. No decorrer desse período, o tabernáculo foi o ponto central tanto da vida civil como da religiosa, visto como era aqui onde Moisés exercia suas funções administrativas. Presume-se que o povo seguia os
costumes dos povos nômades, vivendo em tendas e apascentando os rebanhos nas estepes semi-áridas. Nestas circunstâncias, o povo necessitava da provisão especial divina de alimentos e água. No livro de Números, Deus é apresentado como um soberano que exige absoluta obediência à sua santa vontade, mas que também demonstra misericórdia ao penitente e obediente. Assim como o pai educa e castiga os filhos, Deus dirige a Israel, seu povo amado. Escolhe entender-se com o homem servindo-se de mediadores. Destes, Moisés é único, embora outros talvez estejam dotados de dons proféticos e até mesmo um pagão, Balaão, pode ser usado, visto como Deus é o Deus dos
espíritos e de toda a carne. No Novo Testamento se encontram diversas referências ao livro de Números, em que o livramento do Egito é considerado como modelo terreno da redenção eterna. Afirma-se que as experiências no deserto estão registradas para nossa admoestação (I Coríntios 10:11). Nosso Senhor Jesus Cristo referiu-se ao incidente da serpente de bronze como ilustração da forma em que Ele próprio será levantado a fim de que os que creem nele não pereçam mas tenham a vida eterna.

DEUTERONÔMIO
O nome do livro de Deuteronômio, ou "segunda lei", sugere sua natureza e propósito. Figura, segundo consta em nossas Bíblias, como o último dos cinco livros de Moisés, fazendo um resumo e pondo em relevo a mensagem que os quatro livros precedentes contém. Não significa isto que se
trata de mera repetição do que ficou dito anteriormente. Sem dúvida, Deuteronômio faz parte dos
acontecimentos históricos que se deram previamente, em particular no Êxodo e em Números. Contudo vai além destes relatos visto que os interpreta e os adapta. Através deste livro, os acontecimentos estão repletos de significado. Moisés proporciona-nos bastante história; mas em quase todos os casos relaciona os acontecimentos com a lição espiritual que sublinham. Toma a legislação que Deus dera a Israel havia quase 40 anos, e adapta-se às condições de vida da coletividade na terra para a qual Israel se mudaria em breve. Quando este livro foi escrito, a nação
de Israel se encontrava na terra de Moabe, ao leste do rio Jordão e do mar Morto. Numa oportunidade anterior, Israel havia falhado, por falta de fé, ao não entrar na Palestina. Agora, 38 anos depois, Moisés reúne o povo escolhido e procura infundir-lhe fé que capacitará a avançar em obediência.
Diante deles está a herança. Os perigos, visíveis e invisíveis, jazem além. Acompanha-os Deus, a quem chegaram a conhecer melhor durante suas experiências na península do Sinai, península deserta e escarpada. Moisés compreende, corretamente, que os maiores perigos que os assediam estão na esfera da vida espiritual; sendo assim, sua mensagem acentua o aspecto espiritual. O Senhor Deus deles, é o único Senhor; foi ele quem os libertou da escravidão. Deu-lhes a lei. Selou uma aliança com eles. São o seu povo. O Senhor exige devoção e adoração exclusivas. Seus caminhos são
conhecidos do povo. Mediante longa experiência, Israel aprendeu que o Senhor honra a obediência e castiga a transgressão. Agora, em um novo sentido, Israel age por sua própria conta, sob a direção do Senhor e em sua própria casa. O livro abrange toda uma gama de perguntas que surgem desta nova fase da vida de Israel. Sua atitude para com o Senhor é, naturalmente, o principal problema. Moisés, com toda a diligência de que é capaz, convida Israel a confiar de todo o coração no Senhor, e a fazer das leis divinas a força diretriz de suas vidas. Esta lei, se obedecida, infundirá vida e fará que os israelitas sejam povo destacado entre todas as nações. Receberão bênçãos, e as nações reconhecerão que seu Deus é Senhor. Porém, se Israel imitar a conduta das nações vizinhas, esquecendo-se de seu Deus, então sobrevirá a aflição, e finalmente será espalhada entre os povos. Através do livro todo acentua-se a fé somada a obediência. Em um sentido verdadeiro, esta é a chave do livro.

PRIMEIRA COLEÇÃO DIVINAMENTE INSPIRADA
O Pentateuco foi à primeira coleção literária divinamente inspirada reconhecida como Escritura pela
comunidade judaica. Como tal, é a parte mais importante do cânon hebraico. Sua posição superior no cânon do Antigo Testamento em respeito à autoridade e santidade é evidenciada por sua posição e separação dos outros livros na Septuaginta. Todas as traduções completas das Sagradas Escrituras principiaram com o Pentateuco.

AUTORIA DE MOISÉS
Para afirmar que estes cinco livros foram escritos por Moisés, existem vários argumentos:
1 - Tradição: Uma antiga tradição hebraica atribui a coleção a Moisés. A convicção do povo judeu evitou a discussão sobre questões literárias e de traduções sobre o Pentateuco. Por todo o Antigo Testamento permeia a tradição mosaica (Js 8.31,34; 23.6; 1Re 2.3; 2Re 18.12; Ne 7.8).

2 - Referência feita pelos profetas: Os outros livros do Antigo Testamento, especialmente os profetas, estão cheios de referências, mais ou menos explícitas aos Cinco Livros, sempre citando Moisés como autor.

3 - Jesus Cristo e seus discípulos: Concordam nas referências que fazem à origem mosaica do Pentateuco. É impossível ler passagens como as de João 1.17; 5.45-47 e 7.19-23 sem reconhecer a real autoridade de Moisés nos escritos da Lei. Ainda no Evangelho de João, temos uma citação de Jesus “ Moisés escreveu a meu respeito ” (Jo 5.46), e Ele explicou a seus discípulos no caminho de Emaús o que as Escrituras diziam dele, “ começando por Moisés ” (Lc 24.27).

4 - O testemunho de alguns intelectuais: Estes intelectuais dos séculos após Cristo, seguem naturalmente as tradições judaicas, aceitas sem contestação por Tácito , Juvenal , Strabo e também por Longino , Porfírio e o Imperador Juliano. Obs.: Existem outras teorias que contestam a autoria do Pentateuco, porém este estudo é para pessoas que acreditam na inspiração divina das Escrituras Sagradas. Portanto não é necessário citar as teorias contestatórias.

COMPOSIÇÃO E UNIDADE

O Pentateuco é um documento de livros individuais, mas também uma narrativa ininterrupta de uma história completa que vai da criação até a morte de Moisés. Em primeiro lugar, cada um dos livros tem seu próprio interesse e unidade. Gênesis revela sua estrutura literária repetindo dez vezes “ esta é a história ” ou “ são estas as gerações ”. Êxodo revela sua unidade de diversas maneiras. Por exemplo, a lei nos capítulos 19 – 40 baseia-se na narrativa do êxodo de Israel do Egito. Sem narrativa, a Lei não tem fundamento histórico. Levítico é um manual de liturgia para os sacerdotes. Números relata a marcha de Israel no deserto desde o Sinai até Canaã. Deuteronômio registra a exposição de Moisés da lei que ele recebera no monte Sinai. Assim como o Êxodo lembrado no memorial da Páscoa prefigura a salvação do“novo Israel” através do sacrifício de Cristo, a história de Números dramatiza a marcha espiritual de todos os filhos de Deus através do deserto em seu caminho para a Terra Prometida, advertindo-os a não perder a fé. Os cinco livros do Pentateuco estão ligados entre si através da narrativa contínua. Êxodo continua a história começada em Gênesis sobre os israelitas que foram para o Egito (Gn 46.26-27; Ex 1.1). Moisés cumpre o juramento de José, feito em seu leito de morte, de que levassem seus ossos embora do Egito (Gn 50.25; Ex 13.19). Levítico nos capítulos de 1 – 9 explica os rituais do Tabernáculo, com uma espécie de suplemento das instruções para sua construção em Êxodo de 25 – 40. Levítico também mostra como foi realizado o rito para a ordenação de sacerdotes, delineado em Ex 29. O Livro de Números compartilha muitas conexões com Êxodo e Levítico. Extensas porções dos três livros ocorrem no deserto do Sinai e compartilham
preocupações e regulamentos cerimoniais semelhantes. Em seu primeiro discurso em Deuteronômio, Moisés resume a história de Israel desde o Sinai até a terra de Moabe, conforme registrado em Números. Em seu segundo discurso, ele faz alusões freqüentes ao Êxodo, repetindo com pequenas modificações os Dez Mandamentos e o modo de Israel corresponder a eles (Ex 20; Dt 5). A divisão do Pentateuco em cinco livros é na verdade uma divisão secundária do que fora elaborado para uma unidade literária. Por isso, a melhor maneira de entender o Pentateuco, é vendo nele um livro dividido em cinco volumes.

ESTRUTURA LITERÁRIA
A estrutura literária do Pentateuco é mera expansão da promessa feita a Abrão, conforme podemos descrever: Gênesis 1 – 11: Criação, queda e julgamento. Gênesis 12 – 50: Aliança, eleição de Abraão e conservação providencial de sua família. Êxodo: Livramento milagroso do povo de Israel da escravidão no Egito. No Sinai é outorgada a Lei como constituição teocrática para Israel. Levítico: Expansão da Lei com o propósito de santidade para o povo. Números: Provação e purificação do povo da aliança na peregrinação pelo deserto do Sinai. Deuteronômio: Renovação da aliança e segunda entrega da Lei, como preparativo para a entrada na terra prometida pela segunda geração do povo de Deus. O Pentateuco é uma rica coleção de gêneros ou tipos literários. Essa diversidade de tipos realça a natureza artística da obra e os temas teológicos principais e unificadores da antologia.
Justamente por isso, essas formas literárias múltiplas e complexas foram diretamente responsáveis pelo debate contínuo sobre a composição e a data do Pentateuco. A maior parte da literatura da lei é
prosa narrativa. Ela é simples, mas direta e expressiva. O texto é quase todo um relato histórico registrado na terceira pessoa. Os exemplos da beleza de narrativa direta do Pentateuco podem ser lidos nos seguintes textos: a intercessão de Abraão pelos moradores de Sodoma, em Gênesis 18.23-33 . No discurso de Deus a Moisés, em Êxodo 3.7-12. As narrativas combinam habilmente relatos históricos e interpretação teológica. Isso faz do Pentateuco mais que um mero registro dos acontecimentos em ordem cronológica. Também não pode ser chamado de propaganda religiosa
intencional para explicar ou justificar ações, fatos, instituições ou doutrinas. O melhor exemplo dessa
combinação deve ser a interpretação providencial do sofrimento de José em benefício da família de Jacó narrada em Gênesis 50.15-21. A linguagem do Pentateuco é simples e bela, usando a linguagem antropomórfica(atribuição de características humanas a Deus) e referencias freqüentes à teofania (manifestação visível e audível de Deus ao ser humano). As caracterizações detalhadas e as tramas repetidas nas histórias levaram alguns estudiosos a usar palavras como “mito” ou “saga”, “folclore” e “lenda” para descrever partes das narrativas do Pentateuco, em especial do Gênesis. Tradicionalmente os estudiosos evangélicos evitaram empregar esses rótulos para as narrativas da Lei para que os relatos não fossem considerados ficção. A incapacidade dos estudiosos atuais de definir esses gêneros
literários também contribui para a relutância em usarem tais palavras. Mais uma vez a crença na historicidade do Antigo Testamento impede alguns estudiosos de incluírem Gênesis nessas
categorias mal definidas. O Pentateuco contém alguns dos exemplos mais antigos de poesia hebraica de todo o Antigo Testamento. A análise cuidadosa da ortografia, do significado das palavras e da organização das frases indicou o aspecto antigo de vários trechos poéticos, dos quais destacam-se o cântico do mar, composto por Moisés (Ex 15), os oráculos de Balaão (Nm 23 e 24), a benção de Jacó
(Gn 49) e o cântico e a benção de Moisés (Dt 32 e 33). O propósito da lei hebraica também teve implicações na forma literária da legislação do Antigo Testamento. Sua lei era uma aliança; era lei
contratual que envolvia duas partes distintas. A lei garantia proteção divina em caso de obediência e os deixava sem a proteção de Deus, quando estivessem em desobediência ao Senhor.

CRONOLOGIA E CONTEXTO HISTÓRICO
Os cinco livros da Lei narram o período iniciado na criação até a morte de Moisés no monte Nebo, em Moabe, pouco antes da conquista israelita de Canaã. Obviamente, é impossível determinar a data da origem deste planeta e do sistema solar. Embora estimativas variem de dezenas de milhares a bilhões de anos, parece melhor considerar a criação como um “mistério sem data”. As narrativas do Pentateuco, desde o chamado de Abraão (Gn 12) até a morte de Moisés (Dt 34), podem ser atribuídas às Idades do Bronze Médio e Tardio da história do Antigo Oriente Médio. Em uma séria cronológica
elementar, isso significa que o Período Patriarcal se estendeu de 2000 a 1600 a.C. aproximadamente, enquanto Moisés e o Êxodo datam de 1500 a 1200 a.C. (dadas as opções de data mais antiga, século 15 a.C. e recente século 12 a.C. para o Êxodo israelita do Egito). Embora os cinco livros tratem em sua essência da história de Israel, os egípcios foram o povo que mais se destacaram na formação do contexto histórico do Pentateuco. O contato esporádico de Abraão com o Egito resultou na migração e instalação de todo clã de Jacó na região do delta do Nilo. Em decorrência disso os hebreus residiram no país durante vários séculos, multiplicando-se e formando uma grande nação, ao mesmo tempo que se aculturam completamente à civilização egípcia. Alguns fatos indicam o mal que causou essa influencia: pouco depois do Êxodo, os hebreus recaíram na adoração de uma divindade provavelmente egípcia, o bezerro de ouro (Ex 32.1-10); durante a peregrinação, o povo desejou voltar
ao Egito (Nm 11.4-6). Embora a maior parte da história do Pentateuco seja atribuída às Idades do
Bronze Médio e Tardio do Antigo Oriente Médio, ainda não se chegou a uma cronologia exata para os patriarcas hebreus. Antigos teólogos colocam as personagens em uma estrutura cronológica fixa, determinando o ano exato de cada acontecimento. Por exemplo o nascimento de Abraão data de 2166 a.C., o início da viagem de Abraão a Canaã foi em 2091, o sacrifício no monte Moriá de 2056, e a
morte do patriarca de 1991 a.C. Outros encaixam os patriarcas em uma série cronológica relativa, distribuindo-os nos quatro séculos entre 2000 e 1600 a.C.

Conclusão:

Conforme descreve o apóstolo Paulo (Gálatas 3:19-25), a Lei foi entregue ao povo de Israel com o propósito de ensinar a este povo como deveria se portar diante de Deus, ou seja,como deveria andar em santidade. A Lei de Moisés é parte de um "contrato" (Concerto ou Testamento) de Deus para com o povo de Israel. Aquele que cumprir os mandamentos viverá por eles (Levítico 18:5), ou seja: está com a ficha limpa.

Nenhum judeu poderia ir além da Lei de Moisés, mesmo nos pontos em que ela é silenciosa (Deuteronômio 4:2; 29:29). Além disso, aquele que não cumprir toda a Lei de Moisés está debaixo de maldição (Deuteronômio 27:26; cf. Gálatas 3:10)


Que a paz ,graça e a misericórdia reine em nossas vidas!!!!

"Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem" (Ap 17.13).

Esse texto das Escrituras é um versículo chave das profecias para os fins dos tempos. As palavras um só pensamento referem-se à síntese da unidade mundial. Devemos notar bem que os "dez reis" não são forçados a entregar o poder ao maligno, à besta, mas que eles "oferecerão à besta o poder e a autoridade que possuem". Obviamente é decisão unânime dos dez reis permitirem que uma pessoa governe, ao invés de dez.

O velho provérbio: "Unidos, resistiremos; divididos,cairemos", aplica-se a este caso. Com que propósito os"dez reis" entregarão seu poder e sua autoridade? No versículo seguinte temos a resposta: "Pelejarão eles contra o Cordeiro..." Quanta arrogância! Não se trata de um mal-entendido causado por um erro de comunicação, mas claramente de uma ação deliberada contra o Senhor. O versículo 12 nos mostra que estes dez reis "...recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora", indicando que a besta faz parte da estrutura de poder dos dez reis que voluntariamente transfere sua autoridade à pessoa chamada "a besta". O ímpeto final de todas as nações é dirigido contra o Cordeiro. Por quê? Porque todas as nações estão sujeitas ao governo do príncipe das trevas, o deus deste mundo!

Mil anos antes de Cristo, o salmista escreveu: "Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas" (Sl 2.2-3). Não devemos minimizar a afirmação de que as nações se opõem ao Senhor e escolhem o deus deste mundo. Esses versículos bíblicos acabam com qualquer dúvida de que todas as nações são fundamentalmente contrárias ao Senhor e Seu Ungido.

Alguém pode fazer uma pergunta legítima: "Por que as nações se levantariam contra o Senhor?" O apóstolo Paulo responde: "Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais,e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira" (2 Ts 2.9-11).

Eles optarão entre "sinais, e prodígios da mentira" e "o amor da verdade". Essa é a obra do pai da mentira que engana as nações. As massas humanas o seguirão voluntariamente, de maneira que no final os dez líderes mundiais eleitos entregarão sua autoridade e seu poder ao anticristo.

Em contraste, a intenção de Deus está claramente revelada em João 3.16: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". A rejeição intencional da oferta da salvação é o motivo pelo qual Deus "lhes manda a operação do erro".

Quero salientar que: pelas aparências, o mundo imagina que segue a justiça. Os líderes políticos e religiosos pretendem estabelecer a verdade e a prosperidade na terra através da imposição pacífica da democracia em toda parte. Pouco se pode dizer contra os surpreendentes progressos alcançados no que se refere ao nosso padrão de vida – em especial no Ocidente. Que o digam as classes inferiores da sociedade! Poucos sonhavam, há 50, 60, ou 70 anos atrás, adquirir tanto com seus salários. O conforto com que contamos hoje era inconcebível há algumas décadas. Quem, no início deste
século, imaginaria possuir telefone, geladeira, ar-condicionado, e um automóvel deslizando suavemente pelas rodovias?

Quem alguma vez pensou que teríamos acesso a qualquer tipo de alimento fresco no mercado 24 horas por dia? Estes avanços tornaram-se tão abundantes, graças à unificação dos países. O Estado
norte-americano da Carolina do Sul, por exemplo, testemunhou a triplicação da economia num período de apenas duas décadas. Mas, apesar de todo este progresso em benefício da humanidade, o homem continua insatisfeito; há um vazio em seu íntimo.

O espírito de unificação é irresistível e infindáveis são as possibilidades. No passado se perguntava: Quem são estes dez reis? Referem-se a dez nações europeias? Em 1967 o Dr. Wim Malgo, fundador da "Obra Missionária Chamada da Meia-noite", escreveu: "Não procuremos por dez países-membros do Mercado Comum Europeu como sendo o cumprimento de Apocalipse 17.12. Ao invés disto, procuremos as dez estruturas de poder que se desenvolverão por iniciativa europeia, mas serão de alcance mundial."

Vemos a globalização não só na política e na economia mas também na religião. A maioria dos conflitos militares, tanto no passado como no presente, têm sido basicamente em torno de questões religiosas. No Sudão, os muçulmanos estão assassinando cristãos, mas na antiga Iugoslávia os maometanos foram dizimados por"cristãos" sérvios mais fortes. O conflito entre a Índia e o Paquistão, na verdade, é uma questão religiosa entre muçulmanos e hindus.

Desta forma, a unificação é o próximo passo para a Nova Ordem Mundial globalmente democrática que prosperará pacificamente. Por isso, não fico surpreso ao ver o grande sucesso de movimentos que têm por objetivo unir as denominações. Depois de conseguido isto, o anelo dos homens se voltará para um líder que, de acordo com muitos estudiosos da Bíblia, só espera a hora de se manifestar. Um rei terrível, de "feroz catadura" (Dn 8.23), a besta, o anticristo, está por vir!

À luz de todos estes fatos, como crentes no Senhor Jesus Cristo, o que devemos fazer? A resposta está em 2 Tessalonicenses 2.15-17: "Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. Ora,nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra."

As Maravilhas de se está no 'deserto'

terça-feira, 14 de abril de 2015

"Pelo que, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação do deserto," (Hebreus 3:7-8)

Amados, há muitos que não entendem o "deserto*" até hoje e muitos temem pois ir até ele por meio do Senhor. Mais vim aqui, através desse estudo explicador á vós as maravilhas de se está no deserto e os milagres que podem ser realizados. Cabe a pergunta no livro de Salmos:
"E falaram contra Deus, e disseram: Acaso pode Deus preparar-nos uma mesa no deserto?" (Salmos 78:19)

A maioria das histórias no deserto são mais relacionadas á Moíses e o povo de Israel que passaram 40 anos no deserto (Deuteronômio 2:7). Conheçemos então por base a história de Moises, hebreu, o qual Deus o escolheu para livrar o povo de Israel do cativeiro do Faraó no Egito. Após Moises livrar o povo de Israel atravessando o Mar vermelho, ai começa a jornada no deserto à terra prometida Canaã que o Senhor prometeu."Estabelecei o meu pacto com eles para lhes dar a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos" (Êxodo 6:4) "Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para dar a terra de Canaã, para ser o vosso Deus." (Levítico 25:38)

Esse período de 40 anos, houveram milagres que Deus os abençoou o seu povo no deserto, vamos a eles;

- Quando Moises e o povo de Israel caminharam de Horebe pelo grande e tremendo deserto, pelo caminho das montanhas dos amorreus (Deuteronômio 1:19), chegaram a Cades-Barnéia. Lá disse o Senhor a Moises para ser dito ao povo de Israel: "Que foi adiante de vós por todo o caminho, para vos achar o lugar onde vós deveríeis acampar; de noite no fogo, para vos mostrar o caminho por onde havíeis de andar, e de dia na nuvem. " (Deuteronômio 1:33). E perante coluna de fogo a noite e nuvem durante o dia, assim o Senhor guiava o povo de Israel pelo deserto para se achar um lugar.

- Houve um período em que o povo de Israel ía até Moises para murmurar sobre fome, reclamava pois no Egito tinha pão até se fartar. Então disso o Senhor ao Moises, "... Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não." (Êxodo 16:4). Ou Seja, Deus o abençoou com o maná dos Céus ao povo de Israel, comida sem faltar, o pão dos anjos (Salmos 78: 35-37) (Êxodo 36:15)

- Deus enviou também carne "... Entre as duas tardes comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão..." (Êxodo 16:12). O Senhor o alimentava todo dia pela manhã com o Maná, o pão dos céus e a tade com carne com qual se fartasse (Salmos 78: 26-29), mais não era para colher a mais do que se necessitava diariamente, pois eles eram para cré que Deus iria alimentar, com a exceção da sexta, era para se recolher o dobro (Êxodo 16:22a) pois o sábado era o dia da santificação e não iria haver pois era dia de repouso. Mais o povo não obedeceu ás ordens do Senhor e sempre recolhia a mais.

- Na caminhada sagrada pelo deserto, o povo de Israel murmurava sobre sede para saciar a si e ao gado, e foi falar com Moises, assim Moises falou com o Senhor e o Senhor o mandou próximo a uma rocha, toca-lhe como fez no Mar Vermelho, pois de lá sairia água para alimentar o povo de Israel, e assim se fez. (Êxodo 17:2-6) (Números 20: 8-11)

- Após 40 anos no deserto, passando por sol e tudo mais, é normal roupas e sapatos envelhecerem não acha? Geralmente nossos sapatos não costumam durar mais de 3 anos usando algumas vezes, imagine durante 40 anos todos os dias? Mais esse foi mais um milagre realizado no deserto que o Senhor fez. "De tal modo os sustentaste quarenta anos no deserto; nada lhes faltou; as suas roupas não se envelheceram, e os seus pés não se incharam." (Neemias 9:21), (Deuteronômio 8:4), (Deuteronômio 29:5)

- Houve um período que eles caminhando sobre o deserto de Sur, andando três dias no deserto não acharam água, chegaram a Mara e não puderam beber pois ás águas eram amargas, e o Senhor o transformou as águas em águas doces para que pudessem beber. (Êxodo 15: 22-25)

Agora porque 40 anos e não antes? O povo de Israel era muito desobediente, adoraram ídolos, não respeitaram a lei do Senhor, não obedeceu suas ordens. "Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às suas maravilhas." (Salmos 78:32). Mais Deus não deixava de realizar seus milagres.

Esses os milagres que o Senhor realizou no deserto, então amados, se estais no deserto não tenhais medo. Pois o Senhor fez Maná descer do Céu, Água brotar da Rocha, Roupas não se envelhecer, assim Deus é o Deus do impossível, pois é no deserto que Deus faz o milagre acontecer, é no deserto que você ora e se aproxima do Senhor, mesmo estando no deserto nas provas, aflições, não se preocupe, nada irá faltar!

"Pois o SENHOR teu Deus te abençoou em toda a obra das tuas mãos; ele sabe que andas por este grande deserto; estes quarenta anos o SENHOR teu Deus esteve contigo, coisa nenhuma te faltou." (Deuteronômio 2:7)

* - Para quem não sabe, o deserto na vida de um cristão, é o período de provas que o Senhor faz os seus filhos.(Tiago 1:12-13)

Estudo feito por: Marcos Paulo

Entenda sobre a Marca da Besta 666

terça-feira, 7 de abril de 2015
Dentre todos os tópicos da Bíblia, talvez a marca da besta seja o que mais tem suscitado especulações e argumentações ridículas e bombásticas. Cristãos e não-cristãos debatem o significado de seu valor numérico. Mas o que diz, realmente, o texto bíblico? O Número 666: Marca Registrada da Tribulação?

A Bíblia ensina que o líder da campanha em defesa da marca da besta será o falso profeta, que está ligado à falsa religião (Ap 13.11-18). Apocalipse 13.15 deixa claro que o ponto-chave em tudo isso é adorar "a imagem da besta".

 A marca da besta é simplesmente um meio de forçar as pessoas a declararem do lado de quem estão: do Anticristo ou de Jesus Cristo. Todos terão que escolher um dos lados. Será impossível manter uma posição neutra ou ficar indeciso com relação a esse assunto. A Escritura é muito clara ao afirmar que os que não aceitarem da marca serão mortos.



Toda a humanidade será forçada a escolher um dos lados: "...todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos" (Ap 13.16). O Dr. Robert Thomas comenta que essa construção retórica "abrange todas as pessoas, de todas as classes sociais, [...] ordenadas segundo sua condição financeira, [...] abrangendo todas as categorias culturais [...]. As três expressões são um recurso estilístico que traduz universalidade". A Escritura é muito específica. O falso profeta vai exigir uma "marca" em sinal de lealdade e devoção à besta, e essa marca será "sobre a mão
direita" – não a esquerda – "ou sobre a fronte" (Ap 13.16).
O principal propósito de alertar os crentes sobre a marca é permitir que eles saibam que, quando em forma de número, o "nome" da besta será 666. Assim, os crentes que estiverem passando pela Tribulação, quando lhes for sugerido que recebam o número 666 na fronte ou na mão
direita, deverão rejeitá-lo, mesmo que isso signifique a morte. Outra conclusão que podemos tirar é que qualquer marca ou dispositivo oferecido antes dessa época não é a marca da besta que deve ser evitada.


Muitos têm tentado descobrir a identidade do Anticristo através de cálculos numéricos. Isso é pura perda de tempo. A lista telefônica está cheia de nomes que poderiam ser a solução do enigma, mas a sabedoria para "calcular" o nome não é para ser aplicada agora, pois isso seria colocar a carroça adiante dos bois. Esse conhecimento é para ser usado pelos crentes durante a Tribulação.

Em 2 Tessalonicenses 2, Paulo ensina que, durante a presente era da Igreja, o Anticristo está sendo detido. Ele será "revelado somente em ocasião própria" (v.6). Ao escolher a palavra "revelado", o Espírito Santo quis indicar que a identidade do Anticristo estará oculta até a hora de sua revelação, que ocorrerá em algum momento após o Arrebatamento da Igreja. Portanto, não é possível saber
quem é o Anticristo antes da "ocasião própria". O Apocalipse deixa bem claro que os crentes saberão na hora certa quem é o Anticristo.

Apocalipse 13.17-18 diz claramente que o número 666 será a marca que as pessoas terão que usar na fronte ou na mão direita. Em toda a história, ninguém jamais propôs a utilização desse número em condições semelhantes às da Tribulação, de modo que todas as hipóteses já levantadas a respeito da identidade do Anticristo podem ser descartadas.

O mais importante nessa passagem é que podemos nos alegrar em saber que a identificação do futuro falso Cristo ainda não é possível, mas o será quando ele ascender ao trono. Com certeza, aquele a quem o número 666 se aplica é alguém que pertence a uma época posterior ao período em que João viveu, pois ele deixa claro que alguém iria reconhecer esse número. Se nem a geração de João nem a seguinte foi capaz de discerni-lo, isso significa que a geração que poderá identificar o Anticristo forçosamente estava (e ainda está) no futuro. No passado, houve várias figuras políticas que tipificaram características e ações desse futuro personagem, mas nenhum dos anticristos anteriores se encaixa perfeitamente no retrato e no contexto do Anticristo do final dos tempos.

Muitos têm feito as mais variadas hipóteses sobre a marca da besta. Alguns dizem que ela será como o código de barras utilizado para identificação universal de produtos. Outros imaginam que seja um chip implantado sob a pele, ou uma marca invisível que possa ser lida por um scanner. Contudo, essas conjeturas não estão de acordo com o que a Bíblia diz. A marca da besta – 666 – não é a tecnologia do dinheiro virtual nem um dispositivo de biometria. A Bíblia afirma de forma precisa que ela será: 

A marca do Anticristo, identificada com sua pessoa o número 666, não uma representação
uma marca, como uma tatuagem. Visível a olho nu sobre a pele, e não dentro da pele facilmente reconhecível, e não duvidosa recebida de forma voluntária; portanto, as pessoas não serão ludibriadas para recebê-la involuntariamente. Usada após o Arrebatamento, e não antes usada na segunda metade da Tribulação necessária para comprar e vender. Recebida universalmente por todos os não-cristãos, mas rejeitada pelos cristãos.

Uma demonstração de adoração e lealdade ao Anticristo promovida pelo falso profeta. Uma opção que selará o destino de todos os que a receberem, levando-os ao castigo eterno no lago de fogo.
Talvez na história ou na Bíblia nenhum outro número tenha atraído tanto a atenção de cristãos e não-cristãos quanto o "666". Até mesmo os que ignoram totalmente os planos de Deus para o futuro, conforme a revelação bíblica, sabem que esse número tem um significado importante. Escritores religiosos ou seculares, cineastas,artistas e críticos de arte fazem menção, exibem ou
discorrem a respeito dele. Ele tem sido usado e abusado por evangélicos e por membros de todos os credos, tendo sido objeto de muita especulação inútil. Frequentemente, pessoas que se dedicam com sinceridade ao estudo da profecia bíblica associam esse número à tecnologia disponível em sua época, com o intuito de demonstrar a relevância de sua interpretação. Mas, fazer isso é colocar"a carroça na frente dos bois", pois a profecia e a Bíblia não ganham credibilidade ou legitimidade em função da cultura ou da tecnologia.


O fato da sociedade do futuro não utilizar mais o dinheiro vivo será usado pelo Anticristo. Entretanto, seja qual for o meio de troca substituto, ele não será a marca do 666. A tecnologia disponível na época da ascensão do Anticristo será aplicada com propósitos malignos. Ela será empregada, juntamente com a marca, para controlar o comércio (como afirma Apocalipse 13.17). Sendo assim, é possível que se usem implantes de chips, tecnologias de escaneamento de imagens e biometria para
implementar a sociedade monetária do Anticristo, como um meio de implantar a política que impedirá qualquer pessoa de comprar ou vender se não tiver a marca da besta. O avanço da tecnologia é mais um dos aspectos que mostram que o cenário para a ascensão do Anticristo está sendo preparado.

A paz a graça o amor e a misericórdia para com todos,que Deus abençoe!!!!!

Que a igreja cristã originalmente realizava suas reuniões principalmente em residências é do conhecimento comum e ponto pacífico (Atos 16:40, 20:20, Romanos 16:3-5, 1 Coríntios 16:19, Filemom 1:2 e Tiago 2:2). Porém, menos conhecido é o fato de que a igreja primitiva continuou essa
prática por centenas de anos, bem depois de serem completados os escritos do Novo Testamento. C. F. Snyder observou que “a igreja do Novo Testamento começou como uma pequena igreja domiciliar (Colossenses 4:15) e assim continuou até a metade ou o fim do terceiro século. Não existem evidências de grandes lugares de reunião, antes do ano 300 da nossa era (Graydon Snyder, Church Life Before Constantine, Mercer University Press, 1991, pág. 166). Pelo tempo que os Estados Unidos existem como nação, a prática universal da igreja foi a de reunir-se em residências. Citando novamente Snyder:” não existe evidência literária nem indícios arqueológicos de que alguma residência tenha se convertido num edifício de igreja, nem de que alguma igreja tenha sido construída antes de Constantino “(pág. 67). Porque as igrejas domiciliares foram o padrão por tanto tempo?

A explicação mais comum para a existência das primitivas igrejas domiciliares foi a pressão da perseguição, similar à situação hoje existente na China. Porém, é possível que tenha havido outras razões, igualmente influentes, para a existência de congregações em residências? Suponha que não houvesse perseguição no primeiro século. Podemos assumir então que edifícios de igrejas poderiam ter sido construídos e que as congregações poderiam ter se mudado para prédios enormes, limitados apenas pelas dimensões do maior edifício encontrado na localidade?

É freqüentemente ignorado que os seguidores de Jesus muitas vezes se encontravam em residências, enquanto simultaneamente iam “caindo na graça de todo o povo” (Atos 2:47). A perseguição nunca foi um fator influente. Baseados em 1 Coríntios 14:23 (“Se, pois, toda a igreja se reunir num mesmo lugar e... entrarem indoutos e incrédulos...”), entendemos que era possível que não crentes também freqüentassem as reuniões da igreja e que, então, elas não eram sempre secretas para os de fora.
Simplesmente não é verdade que os antigos crentes foram perseguidos sempre e em todos os lugares. Perseguições antes de cerca do ano 250 foram esporádicas e sempre mais o resultado da hostilidade de grupos do que de decretos oficiais de alguma autoridade do Império Romano.
Surpreendentemente, os oficiais romanos freqüentemente apresentavam atitudes ligeiramente favoráveis aos cristãos, protegendo-os de perseguições ilegais movidas por judeus incrédulos (Atos 16:35, 17:6-9, 18:12-16, 19:37-38, 23:29, 25:18-20, 25:24-27, 26:31-32). Antes de 250, o cristianismo era ilegal, mas geralmente tolerado. É fato relevante que as perseguições sistemáticas não ocorreram antes do ano de 250, com o Imperador Décio, seguido por Gallus (251-253), depois Valeriano (257-259) e finalmente Diocleciano (303-311) (Williston Walker, A History of The Christian Church , Charles Scribners Sons: New York, 1970, pág. 43). Alguém,em algum lugar, poderia haver construído um edifício especial para alguma igreja nos 200 anos anteriores a Decius, mas significativamente, nenhuma foi construída .(Inclusive na China de hoje crentes trabalham para construírem edifícios para igrejas).

Poderia a pobreza ser um fator decisivo na explicação da total ausência de edifícios de igrejas durante os tempos do Novo Testamento e nos séculos seguintes? Muitos dos primeiros convertidos ao cristianismo vieram do judaísmo.

A construção de sinagogas era comum através do mundo mediterrâneo. Presumivelmente esse mesmo povo tinha os meios de construir edifícios de igrejas. A maioria dos convertidos nos anos seguintes era de pagãos, que antes construíam enormes edifícios para suas igrejas. Não teriam os gentios convertidos ao cristianismo capacidade de custear a construção de prédios para suas reuniões?

Que alguns ricos estavam entre os eleitos de Deus, fica claro pela advertência de Timóteo: “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos; que pratiquem o bem, que se enriqueçam de boas obras, que sejam liberais e generosos” (1 Timóteo 6:17-18). Também Tiago alertou sobre o favoritismo demonstrado para com aqueles que freqüentavam a igreja usando colares de ouro e vestindo roupas finas (Tiago 2:1-4), confirmando que essas pessoas tinham envolvimento com a igreja.

Evidência mais específica da presença de crentes mais abastados nas igrejas, podemos ver na censura de Paulo aos ricos de Corinto pelo desrespeito aos pobres, recusando-se a tomar a Ceia do Senhor junto com eles: “... Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo”. (1 Coríntios 11:22). A pobreza, apenas, claramente não foi um dos fatores decisivos na ausência de edifícios de igrejas durante esses primeiros séculos.  

Devemos atentar também para a total ausência de qualquer instrução no Novo Testamento sobre a construção de edifícios especiais para igrejas. Isso contrasta com a legislação mosaica do Velho Testamento, que continha instruções e projetos muito específicos respeitantes ao tabernáculo.

Quando os escritores do Novo Testamento se dedicam a esse assunto, eles declararam que os próprios crentes eram o Templo do Espírito Santo, as pedras vivas que, juntadas, formariam o templo espiritual, com Jesus Cristo como a principal pedra de esquina (1 Pedro 2:4-5, Efésios 2:19-22, 1 Coríntios 3:16 e 6:19). Então, podemos concluir que a construção de edifícios para igrejas é uma questão indiferente para o Senhor. E o que é pior, ela pode ser um retorno carnal às sombras da lei mosaica.

A paz,a graça, a misericórdia e o amor de Deus seja para com todos,amém!!!!
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